Pressão por impeachment do afastado Jeferson Andrade é a última tentativa do interino Jailton no seu plano de reeleição

A expectativa em torno do resultado dos trabalhos da Comissão Especial da Câmara Municipal de Madre de Deus sobre o impeachment do prefeito afastado Jeferson Andrade (PP) tem aumentado os rumores na cena política local. O grupo do prefeito interino Jailton Santana (PTB) pressiona o Legislativo para que o processo não siga os ritos legislativos e tenha a pressa tão desejada pelo sucessor temporário.

Segundo apuração do Diário da Metropolitana, integrantes da CEI aguardam o retorno dos volumes do processo que tem sido movido para fora das paredes da Casa Legislativa por uma servidora do setor jurídico e que a mesma – que não comparece ao trabalho por cerca de duas semanas – tem utilizado da peça para dialogar estratégias de pressão aos vereadores junto com o gabinete do interino e seus auxiliares mais diretos. Colaboradores da Câmara apontam que nem mesmo o veículo desta funcionária tem sido visto no estacionamento como de costume. A utilização dos veículos de comunicação pagos com verba pública para disseminar a pressão política eleitoral é o expediente utilizado para ampliar a pressão.

A conduta que conflita com a impessoalidade da coisa pública deveria ser investigada e combatida pela Mesa Diretora da Casa, visto que nenhum servidor público pode fazer carga de documentação para sua residência, exceto em situações de pandemia, onde trabalhadores em situações especiais de saúde permitam. Informações apontam que o processo de impeachment pode ter conhecido até mesmo, a mesa da Secretaria de Governo, o que torna o caso ainda mais ultrajante.

O fato é que a necessidade do interino de ver seu antigo/novo/recente amigo/desafeto longe da cidade após as críticas feitas nas redes sociais foi o que motivou as notas publicadas nos veículos de comunicação na direção dos vereadores. Apesar da pressão aplicada, o jogo político não tem nenhuma previsão de virada em favor do atual gestor que tem sofrido com a baixa aceitação popular e a frustração que causou depois do início de seu segundo mês de governo.

Já a população esperançosa pela tranquilidade política que virá com as próximas eleições espera que a Câmara Municipal possa investigar as condutas inapropriadas e zelar pelo devido processo legal nesta e em outras matérias em tramitação na Casa sob risco de perder a credibilidade com os cidadãos

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