Presidida por Fabíola, comissão da ALBa aborda caminhos possíveis para retorno presencial das aulas

Em uma Audiência virtual histórica, em plena terça-feira de Carnaval, a Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promoveu importante debate sobre os impactos da pandemia no planejamento da retomada das aulas presenciais na Bahia. Apesar do encontro ter sido realizado virtualmente, a abertura foi feita de forma conjunta, pelo presidente da Alba, Adolfo Menezes e pela deputada estadual Fabíola Mansur, presidente da comissão realizadora do evento. “Pela primeira vez na história dessa Casa Legislativa, uma audiência pública é realizada no meio do carnaval, abordando um assunto tão importante, que é a volta às aulas na Bahia, nesse período tão difícil pra humanidade. Todos nós sabemos da importância desse retorno, mas a vida está em primeiro lugar. Essa é a Casa do povo, e faremos todo o possível para ajudar esse setor”, destacou Menezes.

Em sua fala de abertura, Fabíola foi enfática em alertar para o momento crítico que estamos vivendo. “Numa terça de carnaval, estamos aqui, com o bloco da educação e as preocupações com os desafios que temos para uma agenda colaborativa, com uma audiência repleta, com presença virtual de mais de 1500 pessoas só no canal da Alba no Youtube. A maior crise sanitária dos últimos cem anos afeta não apenas a saúde, mas também a educação, com impactos devastadores. O direito à educação, previsto na constituição, também tem que ser objeto dos esforços comuns, sem antagonismos, porque cada pessoa que acompanha esse encontro certamente tem interesse em fazer esse diálogo propositivo. Esse é o espaço para reafirmarmos o compromisso de todos com a retomada do ano letivo de forma continuada. No entanto, não podemos entender que a retomada presencial, sem indicadores mínimos de segurança, possa ser viável no momento”.

Abrindo as falas dos convidados, o secretário estadual de Saúde, Fábio Villas-Boas, fez questão de exaltar o fato de não termos uma vacinação em quantidade suficiente no Brasil. “Temos uma falsa impressão de que a vacinação está acontecendo, mas a verdade é que tudo está extremamente lento para uma pandemia. Depois que a gente sair do olho do furacão vamos poder seguir com a definição de índices minimamente aceitáveis para um retorno presencial das aulas”, finalizou.

Já o Secretário Estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues, apresentou detalhadamente quais os direcionamentos já consensuados nas reuniões que estão sendo realizadas nas últimas semanas. “O que está em foco é que as escolas precisam ter as condições mínimas de retorno. Não adianta ficarmos de longe fazendo a crítica que não constrói. Precisamos de protocolos padronizados e adequar as especificidades de cada região, de cada população. Não existe professor dificultando a volta, existe muita fake news. É momento de unidade, de construção conjunta. O plano que entendemos que precisa existir é de uma transição gradual, entre etapas remotas”, explicou.

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