Paulinho de Nalva rebate acusações e diz que falta atitude de gestor ao interino de Madre de Deus

A sessão da terça-feira (14), na Câmara Municipal de Madre de Deus teve uma expressão que foi pronunciada mais do que a famosa frase “Devolvo a palavra” pelos vereadores: traição. Se a comunicação da Casa Legislativa fizesse um pente fino na gravação poderia identificar o recorde.

O motivo de tanta pronúncia do termo traição foi semelhante a todos vereadores: as declarações do interino Jailton Santana (PTB) que por falta de traquejo político parece destruir as poucas chances de terminar dignamente sua gestão enquanto substitui seu ex-desafeto e agora novo aliado Jeferson Andrade (PP).

Os parlamentares rebateram as acusações de que seriam “traidores” ou que tivessem faltado com a palavra para o petebista. Cada discurso era como um míssil que sacudia as estruturas da base política do interino. As declarações dos vereadores expuseram o descumprimento dos acordos políticos protagonizados por Jailton e todos convergiam em acusar: o novo aliado de Jeferson era o verdadeiro traidor.

Também apontado pelo interino, o vereador Paulinho de Nalva (Republicanos) fez questão de esclarecer situações onde a palavra do petebista não se sustentou. Apesar disso, o presidente do Legislativo manteve a postura democrática avaliou os meses de gestão interina de Jailton respondendo questionamento do Diário da Metropolitana.

Mesmo reconhecendo o momento sensível vivido, Paulinho acredita que falta direcionamento por parte do interino e cita a rotatividade de secretários em tão pouco tempo como fator complicador para a cidade. “Nós sabemos que Jailton assumiu o município em um período de pandemia e que em torno disso tem uma determinada dificuldade, porém falta atitude de ser “gestor” e não político, diante de algumas situações, além de um planejamento com mais afinco para outras. A rotatividade de secretarias causada por ele mesmo, também pode contribuir para essa negativa, uma vez que não se consolida ações e não se prioriza o que precisa ser priorizado. É como tudo estivesse sendo empurrado com a barriga” avaliou Paulinho.

Perguntado sobre a decisão de seu partido em integrar o projeto do pré candidato Dailton Filho (PSB), o presidente da Câmara foi enfático. “O Republicanos já havia sinalizado desde que rompeu com o governo Jeferson, que apoiaria o grupo político de Dailton Filho, pois na conversa com os filiados do partido, a maioria optou em construir um projeto político pautado na participação ativa da comunidade, coisa que consideramos fundamental na gestão pública, inclusive o próprio pré candidato Jailton havia firmado esse compromisso”, lembrou.

Provocado sobre as declarações do interino Jailton de que seria um “traidor”, o vereador Paulinho de Nalva apontou situações contraditórias que Jailton protagonizou. “Eu tenho que entrar na contradição dele. Foi ele quem defendeu ferrenhamente que o projeto de Dailton era o melhor. Foi ele quem fez discursos oposicionistas. Estava com a gente e agora se declarou candidato e voltou com a palavra. Nós já tínhamos confirmado lá atrás, que iríamos caminhar com Dailton. Esse discurso de que nós fomos os “traidores” serve pra ele próprio, além de ser calunioso é mentiroso”, declarou o presidente do Legislativo.

Além de Paulinho de Nalva, os vereadores Marden Lessa (PSB) e Joice Filha de Seu Hélio (Republicanos) fizeram discursos contundentes contra o interino.

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Um comentário

  • Eu estou com Paulinho e não abro quero o melhor para a minha Cidade

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