NEF forma novos grupos de reeducação de homens para prevenir feminicídios

 NEF forma novos grupos de reeducação de homens para prevenir feminicídios

Serão formadas, em agosto próximo, duas novas turmas do Grupo Reflexivo de Homens, iniciativa do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio (NEF), que funciona na sede da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), localizada no Comércio. Cada turma conta com dez participantes, que frequentam 12 encontros, realizados uma vez por semana, com duas horas de duração cada, das 8h às 17h, horário de funcionamento do núcleo.

A iniciativa é fruto do termo de cooperação técnica, firmado entre a Prefeitura de Salvador e o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), que obriga homens citados em medida protetiva de urgência, por cometimento de crimes violentos contra mulheres, a comparecer às reuniões de reeducação.

A equipe responsável pela condução da capacitação é formada por psicólogos, assistentes sociais, advogados e dois facilitadores, cedidos pela Guarda Civil Municipal (GCM), através de parceria com a SMPJ. O Grupo Reflexivo de Homens ainda recebe a visita de outros especialistas, convidados para rodas de conversas.

Os temas abordados nas sessões incluem a Lei Maria da Penha, violência de gênero, alienação parental, masculinidade tóxica e machismo. Os participantes também podem solicitar que outros tópicos sejam trabalhados no grupo. “Um dos mais pedidos é a saúde mental do homem, especialmente a relação do consumo de álcool e outras drogas, com a agressividade”, pontua Maria Auxiliadora Alves, coordenadora do NEF e bacharel em psicologia e serviço social.

O Grupo Reflexivo de Homens entrou em atividade em novembro de 2021, sempre sob a orientação da Coordenadoria da Mulher do TJBA, bem como das quatro varas de violência doméstica da capital baiana. Desde então, sete grupos já foram atendidos, além dos dois em andamento e mais dois, que serão formados no próximo mês.

“O objetivo é reeducar o homem para a autorresponsabilidade pelo ato violento cometido e zerar a reincidência, sem esquecer o desafio da prevenção”, concluiu Maria Auxiliadora.

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