Madre de Deus: ex-secretária de Juventude rebate ataques após ser exonerada por Jailton e denuncia descaso na pasta

A cena política de Madre de Deus rende capítulos diários protagonizados pelo prefeito Jailton Santana (PTB). A nova situação tem contornos equivocados com pitadas de erros estratégicos que custarão seu futuro político se não forem corrigidos. Além disso, o Legislativo municipal tem que se pronunciar acerca das denúncias elencadas.

A ex-secretária de Juventude do município, Rosana Valadão, após cerca de dois meses foi exonerada pelo prefeito do cargo que ocupava. O motivo alegado pelo chefe do Executivo teria sido político. “Seu desligamento é por questões políticas”, teria tido o gestor à Rosana, que está grávida e tocava os trabalhos de reformulação da pasta encontrada com vários descaminhos como alega em nota enviada à este site.

Alegando está sofrendo perseguições e ataques pessoais por setores da mídia local, Rosana se defende e aproveita para denunciar algumas irregularidades na Secretaria de Juventude que tentou sanar, mas que não encontrou respaldo do gabinete do prefeito Jailton Santana. São situações que merecem investigação por parte do Legislativo, das empresas de intermediação de estágios, Conselho Tutelar e Ministério Público.

Eis a nota na íntegra:

É de conhecimento público que assumi o cargo de secretária municipal da juventude, na gestão do prefeito Jailton Santana dia 04 de maio de 2020. Dia 08 de julho fui chamada no gabinete do prefeito e informada sobre minha exoneração e o mesmo me disse claramente: “Seu desligamento é por questões políticas”.

Nesse período de dois meses, me deparei com questões inimagináveis como: documentos PÚBLICOS relacionados à Secretaria da Juventude protegidos por senha que não foram entregues, bens PÚBLICOS comprados para uso da secretaria como notebook, microfones e etc. que até o dia da minha exoneração não tive acesso, além de questões importantíssimas como salário dos estagiários atrasado e sem previsão de pagamento, escala dos estagiários da barreira feita pelo antigo secretário sem o menor critério, estagiários sem nenhum tipo de supervisão, sem equipamento de proteção individual, sem água, sem suporte.

Essas e MUITAS outras coisas impensáveis eu pude presenciar nesses dois meses. Mesmo sem autonomia, sem suporte e ouvindo sempre a mesma desculpa: “Não temos orçamento, Rosana”, fiz o máximo que eu pude pra transformar a Sejuv e prestar o mínimo de serviço de qualidade à comunidade e assim fazer jus ao meu salário.

Esse esclarecimento está sendo feito por conta dos ataques infundados que venho sofrendo daquele que se diz “profissional da comunicação”, senhor Marcílio. O mesmo trabalha num veículo de comunicação diretamente ligado ao governo da cidade. Engraçado isso não é?

Até ser acusada de estar “há dois meses na folha” eu fui. Eu estava nomeada, recebendo meu salário proveniente dos meus serviços prestados e que não foram poucos, mesmo em meio a essa pandemia.

Eu tenho tanta coisa pra dizer, tantas provas pra mostrar….. Por enquanto vou parar por aqui. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!

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