Fake news: crime de quem pede, quem faz e quem usa

As fake news disseminaram no mundo com uma ferramenta de covardes que buscam derrubar reputações e obter vantagens em alguma situação. Na política, esse expediente é recorrente e estimula a mentira como fator principal.

De forma lamentável, alguns comunicadores lançam mão desse instrumento repugnante para servir a propósitos excusos e se caracterizam pela subserviência a políticos inexpressivos. Em lances desesperados, alguns postulantes em cargos eletivos, de forma criminosa, utilizam veículos de comunicação – que se prestam ao cometimento da prática injuriosa – para tentar manchar reputações e destruir dignidades pessoais de adversários.

A Câmara dos Deputados mantém a tramitação do Projeto de lei 2630/2020 que trata da criminalização da prática. Caberá ao presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) definir quando a pauta será votada. A previsão de pena será de até 5 anos de prisão para quem promover fake news de forma coordenada.

Criminosos que praticarem a produção e disseminação das fake news poderão ser penalizados e pagarem multa ou mesmo, indenizações. O Código Penal é utilizado para crimes considerados como injuriosos, caluniosos ou difamatórios na internet. “O que vemos é utilização criminosa da Comunicação para contribuir com estratégias sujas de enfrentamento político. Criminosos de pior qualidade se valem da fake news como produtores e outros criminosos como disseminadores. O Jornalismo sangra quando indivíduos inescrupulosos fazem isso e querem chamar de trabalho de imprensa”, apontou o diretor do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Jeremias Silva.

Comentando o uso das fake news nas eleições municipais, o jornalista foi enfático em afirmar que nenhuma equipe de comunicação deveria aceitar trabalhar com fake news para preservar a ética da profissão. “Ter o mínimo de respeito ao próprio trabalho é o que se espera dos profissionais éticos. A formação jornalística exige ética e as fake news são obras de criminosos, não condizem com nossa profissão. Não dá pra aceitar que fofoca, fuxico e mentira sejam utilizadas como ferramentas em campanha política como temos visto em diversas cidades baianas”, observou.

De forma contudente, Jeremias Silva adjetiva produtores de fake news e alerta para a responsabilidade civil de quem produz e dissemina notícias falsas. “Esse caça níqueis comem o lixo, sobras que caem da mesa da corrupção. Os corruptos deixam cair moedas saqueadas para que eles catem no chão. Essas escórias não se sustentam e quando chegam nas barras da Justiça tem que assumir a responsabilidade sozinhos para não entregarem seus donos. Alguns não suportam e vomitam toda estratégia, entregando quem pediu e quem usou como ferramenta de trabalho”, finalizou.

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