Congresso Nacional discute prevenção a incêndios em sistemas de energia fotovoltaica

 Congresso Nacional discute prevenção a incêndios em sistemas de energia fotovoltaica

Dentro diversos depoimentos, concessionárias, distribuidoras e entidades do setor como Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL); Comitê Nacional de Combate a Incêndio (CONACI) entre outros, contaram com a colaboração da ABNT através da exposição feita por seu presidente, Mario William Esper e Ricardo Fragoso, Diretor Geral da entidade.

Além da importância das normas técnicas no modelo regulatório e dos sistemas de normalização nacional e internacional, os executivos relembraram no debate a Lei de Liberdade Econômica que estabelece condições para o cidadão desenvolver produtos e serviços quando as normas estão desatualizadas em relação ao conhecimento tecnológico, principalmente sobre a questão de segurança e prevenção de combate a incêndio em projetos de energia elétrica fotovoltaica.

O presidente da associação, Mario William Esper, explica que participar deste encontro e representar a ABNT na audiência demonstra a autoridade e a credibilidade que a Instituição possui quando se trata da segurança e da qualidade de produtos e serviços aos consumidores em geral. “Fomos convidados para ser uma referência técnica no debate. Isso demonstra que temos um papel de liderança técnica nessa área e projeta ainda mais a pauta da normalização no país. É um grande reconhecimento pelo trabalho que tem sido desenvolvido”, relata Esper.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de consumidores residenciais que geram parte de sua energia quase dobrou em 2020 e segue em crescimento acelerado nesse ano. No primeiro semestre, a média mensal de novos clientes desse segmento é 36,4% superior à verificada no ano anterior.

De acordo com Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, o crescimento acelerado da geração distribuída (GD), em particular a fotovoltaica (painéis solares), que responde por mais de 95% da potência instalada no país, deve-se a fatores como a expressiva redução dos preços dos principais componentes como módulos e inversores, bem como dos custos de instalação, o que reflete diretamente na redução do valor da energia gerada por esses sistemas.

Os benefícios para quem se torna dono de um sistema próprio de energia não é apenas financeiro, mas também coletivo: diversificação da matriz elétrica, redução da emissão de gases de efeito estufa, geração de empregos, movimentação da economia, redução de perdas técnicas na transmissão e distribuição de eletricidade, entre outros.

De olho nas normas

Ao contratar uma empresa capacitada e responsável para realizar a instalação é importante certificar se as normas técnicas que ajudam a garantir segurança, qualidade e desempenho dos sistemas fotovoltaicos sejam seguidas.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a principal responsável pela elaboração das Normas técnicas no Brasil. Dentro da ABNT, a CE-003:082.001, denominada Comissão de Estudo de Sistemas de Conversão Fotovoltaica de Energia Solar’, é quem atua especificamente na normalização no campo de Sistemas Fotovoltaicos há mais de três décadas.

“Esta Comissão de Estudo foi responsável, por exemplo, pela elaboração das Normas técnicas ABNT NBR 16149:2013, ANBRT NBR 16150:2013 e ABNT NBR IEC 62116:2012, atualmente utilizadas como marco técnico da GD fotovoltaica no país”, explica o presidente da ABNT, Mario Willian Esper. “Ao todo, temos 6 normas referentes ao tema. É muito pouco para um sistema que se consolida cada vez mais no país. Prontos e a favor da sociedade temos trabalhado intensamente a fim de dotar o país de normas de segurança das instalações fotovoltaicas para o Brasil”.

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