Cem dias sem retorno para a população de Madre de Deus

Algo de estranho acontece na cidade de Madre de Deus. Diferente da aura do processo eleitoral, o município vive dias de incerteza e desalento. Completados cem dias do governo Dailton Filho (PSB), a herança macabra parece não caber mais como argumento para justificar a falta da habilidade gerencial de integrantes da administração municipal.

O processo político local continua como uma maré e justamente no mês de março, a primeira mudança aconteceu na liderança de governo no Legislativo. A insatisfação com a condução se dá não mais apenas pelo apoiadores eleitorais e sim, pela população que parece ter sido frustrada pelo Beija Flor nesses cem primeiros dias de gestão.

Problemas históricos da cidade e que eram de conhecimento do atual gestor não foram atacados e a incapacidade dos antecessores tem servido para fazer mea culpa por quem tem a obrigação de assumir o passivo que lutou tanto nas urnas para poder herdar nos quatro anos seguintes.

Vereadores da oposição apontam as diversas falhas graves de gerenciamento em pontos chaves da cidade. Vacinação, infraestrutura, coleta de lixo e até mesmo a comunicação institucional integram o elenco de críticas feitas em plenário e que encontram coro até entre os governistas.

Por outro lado, a população reclama e padece nas águas que deveriam seguir nas redes pluviais desobstruídas, mas que invadem casas e destroem sonhos. O lixo que é considerado principal vetor de doenças que consomem os recursos da saúde curativa continua em via pública e não estão acondicionados nos veículos coletores da empresa contemplada com o caro serviço. Cem dias são considerados suficientes para uma programação de desobstrução da rede pluvial e capina, roçagem e limpeza de canais. Além disso, um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas se faz necessário para resguardar áreas importantes da cidade.

A pandemia que mata e causa prejuízos é um ingrediente amargo na receita que maltrata a população que aguarda as etapas da vacinação e que teme o famigerado fura-fila que tem sido uma aberração no processo de imunização pelo país afora.

Diante desse cenário de frustração, o cidadão/contribuinte de Madre de Deus ainda espera que seu prefeito se transforme no mensageiro da esperança vendida nas eleições e cumpra com as principais obrigações sociais nessa retomada que será uma verdadeira travessia por mares até agora revoltos e de navegação conturbada.

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